
Como manda a tradição, o Arraial de Belô volta a encher o céu da Praça da Estação, no centro da capital, com o sortido de cores das bandeirolas e toda a alegria de damas e cavalheiros que disputam o concurso das quadrilhas. Realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur e da União Mineira Junina, a festa, uma das maiores do gênero no país, chega à sua 34ª edição. Com direito a decoração temática, queima de fogos e diversidade gastronômica, o evento ainda traz a cada noite uma grande atração musical, com os shows de Falamansa, Oswaldinho do Acordeon e Rastapé. O arraial começa hoje, às 20h e vai até o domingo, dia 1º. Os ingressos gratuitos podem ser retirados antecipadamente, das 9h às 17h, nas nove secretarias regionais da cidade ou no Mercado das Flores, próximo ao Parque Municipal.
Toda essa agitação tem o intuito de celebrar junto ao público o clima junino, que faz parte do imaginário e da cultura popular dos brasileiros. O curioso é que essa valorização dá continuidade a uma das mais antigas manifestações culturais do planeta, a quadrilha, que há mais de 700 anos é dançada ao redor do mundo. Durante três dias de evento, mais de 20 coreografias devem passar pelo tablado instalado na praça. Além das 14 quadrilhas do Grupo Especial, que disputam a melhor classificação e concorrem ao prêmio em dinheiro, o Festival Estadual de Quadrilha também integra a programação do arraial. Esse festival paralelo leva mais dez grupos de quadrilhas de diferentes cidades de Minas Gerais para a festa na Praça da Estação, lembrando que quatro já se apresentaram na Via 240, no último domingo, dia 24.
Ao todo, serão premiados oito grupos de quadrilha, além de quatro do Grupo Especial, que se apresentam neste final de semana e outros quatro do Grupo de Acesso. Este segundo grupo, composto por 17 quadrilhas da capital, encerraram suas apresentações na Via 240, no dia 24. O resultado foi divulgado no dia seguinte. O primeiro lugar foi conquistado pela Quadrilha Forró Alegre dos Cata Latas, do bairro 1º de Maio, seguido pelos grupos Brejo Grande, Águia Caipira e o Kossaco, nesta ordem. Com a vitória, todos eles entram para a disputa do Grupo Especial no próximo ano. Os quatro vitoriosos do Grupo de Acesso foram contemplados com R$ 10 mil, R$ 8 mil, R$ 6 mil e R$ 4 mil. Já os vitoriosos do Grupo Especial ganham R$ 12 mil, R$ 10 mil, R$ 8 mil e R$ 6 mil. De acordo com o presidente da Belotur, Fernando Rios, o investimento para essa edição girou em torno de R$ 1,5 milhão. Ele afirma também que o Arraial de Belô compete em nível de igualdade com as maiores festas de São João do país. “É uma das maiores festas juninas do Brasil. O turista que vier a BH para acompanhar o evento terá uma bela surpresa”, garantiu. A organização estima que cerca de 75 mil pessoas participem da festa.
Apesar do encerramento neste final de semana, o Arraial de Belô espalhou o clima junino pela cidade com uma série de atividades que se iniciaram desde o dia 2 de junho. A temporada foi aberta com o Cortejo Junino, em que 25 grupos de quadrilhas e 11 carroças levaram cerca de 1.200 pessoas do Parque Municipal à Praça da Estação, celebrando um casamento animado. O arraial também ocupou, ao longo do mês de junho, a Praça Sete, com duas apresentações diárias de diversos grupos de quadrilhas, as chamadas Blitzes Juninas. Sem contar que o evento também ocorreu localmente, promovendo nas nove regiões da cidade uma espécie de um mini Arraial de Belô, que levou a diversidade das comidas típicas e a animação das quadrilhas para todos os moradores da capital.
Histórico
A Prefeitura de Belo Horizonte criou, em 1979, o Forró de Belô, consolidando os vários grupos de quadrilha existentes na cidade e estimulando a criação de novos. A partir de 1980, sob a coordenação da Belotur, o evento transformou-se no Arraial de Belô. Deixou de ser apenas uma grande festa para se transformar em um processo pedagógico e de identidade cultural. O arraial resgatou a tradição junina nas escolas municipais, na comunidade local e a cada ano incentiva as quadrilhas infantis, no limite dos valores, no respeito e na busca da dignidade humana.
Unindo o tradicional ao contemporâneo, o evento ampliou o formato com uma programação visual personalizada, tendo como base o diagnóstico gerado pelas pesquisas realizadas em 2007 e em 2008, e implementado por ações definidas no Plano Horizonte – Marketing Turístico de Belo Horizonte. Hoje, o Arraial de Belô é produto turístico nacional consolidado.

Veja o que acontece na Grande Final do Arraial de Belô, na Praça da Estação
Sexta-feira, 29 de junho
Apresentação do Grupo Especial das Quadrilhas do Arraial de Belô
20h - Grêmio Recreativo Cultural Arraiá do Sol Nascente
20h30 - Associação Arte e Cultura Beija Flor de Minas
21h - Núcleo Sócio Cultural e Arte Quadrilha Forró de Minas
21h30 - Grêmio Recreativo Arriba a Saia
22h – Show do Grupo Falamansa
Sábado, 30 de junho
Festival Estadual de Quadrilhas
16h - Arraiá do Pé Roxo – Nova Lima
16h - Arraiá do Pequizá – Montes Claros
17h - Arraiá do Pé Na Brasa – Santa Luzia
17h - Quadrilha Cangaço Mineiro – Ibirité
18h - Quadrilha Nova Geração – Sabará
Apresentação do Grupo Especial das Quadrilhas do Arraial de Belô
20h - Grêmio Recreativo Arraiá São Mateus
20h - União Sócio Cultural Arraiá do Jiló com Mel
21h - Grêmio Recreativo Arraial São Gererê
21h30 - Recreação e Folclore Capão da Mandioca
22h - Cia. Mineira de Dança Folclórica Arraial do Sem Nome
22h30 - Show de Oswaldinho do Acordeon
Domingo, dia 1° de julho
Festival Estadual de Quadrilhas
16h - Quadrilha São Jururú – Raposos
16h30 - Amendoim Torrado – Vespasiano
17h - Grupo Gálatas – Coronel Pacheco
17h30 - Quadrilha Chic Chic – Contagem
18h - Quadrilha Perecolândia – Itabira
Apresentação do Grupo Especial das Quadrilhas do Arraial de Belô
19h30 - Associação Cultural de Quadrilha Fogo de Palha
20h - Grupo Folclórico Pé Rachado
20h30 - Grêmio Recreativo Arraial Pega Frango
21h - Grêmio Recreativo Cultural Arraiá do Pé de Serra
21h30 - Núcleo Mineiro de Cultura Feijão Queimado
22h – Show com o grupo Rastapé
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