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CCBH oferece sessões gratuitas de cinema em março
Publicado em 13/03/2012 21:37:19

Em março, o Centro de Cultura Belo Horizonte dá continuidade aos projetos Cinema de Bolso e Cine CCBH, exibindo obras que mostram um pouco da versatilidade e qualidade do cinema brasileiro.
O Cinema de Bolso oferece sessões de filmes nacionais em curta-metragem no intervalo do almoço, todas às quartas-feiras, às 12h30min, no Auditório do CCBH. Este mês, o Cinema de Bolso apresenta filmes que possibilitam o contato com realidades distintas.
Já o Cine CCBH exibe longas nacionais sobre temas que variam mensalmente. Em março, o projeto apresenta uma seleção de documentários – gênero que tem sido cada vez mais reconhecido e vem ganhando visibilidade em festivais em todo o mundo. Os filmes apresentados são considerados de relevância nacional, devido ao seu valor histórico e crítica social ou por mostrar a diversidade cultural do nosso país.
Confira a programação dos dois projetos:

Cinema de Bolso
· Dia 14 – quarta-feira – 12h30min
- Príncipe do fogo, de Silvio Da-Rin
RJ, 1984, Doc, PB, 11 min.
Febrônio Indio do Brasil, “inimigo público número um” para a crônica policial dos anos 1920, foi o primeiro brasileiro a ser recolhido a um manicômio judiciário, onde permaneceu preso 58 anos. O filme registra seus últimos dias de vida e recupera a lenda de um dos personagens que mais marcou as relações entre Psiquiatria e Direito no Brasil.

- Stela do Patrocínio – A mulher que falava coisas, de Marcio de Andrade
RJ, 2007, Doc, Cor/PB, 14 min.
Stela falava e falava. Ela conseguia achar palavras pra tudo aquilo que não conseguimos dizer.

· Dia 21 – quarta-feira – 12h30min
- Criaturas que nasciam em segredo, de Chico Teixeira
SP, 1995, Doc, Cor, 21 min.
Partindo do universo dos bufões, pessoas marcadas desde a Antiguidade pelo estigma de garantir a diversão dos outros, o documentário retrata a vida de cinco anões que moram na cidade de São Paulo.

· Dia 28 – quarta-feira – 12h30min
- Labirinto, de Margarita Hernández e Tibico Brasil
CE, 2002, Doc, Cor, 19 min.
Visões de discos voadores e aparições de Nossa Senhora no sertão do Ceará. Um labirinto de mistérios que giram em torno das palavras “ver” e “acreditar”.

- Reminiscência, de Eduardo Nunes
RJ, 2001, Fic, Cor, 12 min.
Reminiscência: lembrança do que a alma contemplou em uma vida anterior, quando, ao lado dos deuses, tinha a visão direta das ideias.

Cine CCBH

· Dia 19 - segunda-feira – O cineasta da selva, de Aurélio Michiles
SP, 1997, Doc, Cor, 87 min.
Fatos são misturados a uma realidade imaginada, criada e encenada, neste documentário que conta a vida de um garoto (Silvino Santos, 1886-1970) que, nascido em Portugal, apaixona-se pelo Rio Amazonas. Na virada do século, com 13 anos, Silvino cruza o Atlântico em busca daquela Amazônia fantástica imaginada pelos europeus. Em 1913 realiza seu primeiro documentário de longa-metragem. Ele viveria sua aventura contracenando com grandes personalidades, testemunhando acontecimentos marcantes, do fausto à queda do monopólio da borracha. Filmando essa Amazônia do início do século, ele se torna um mito da selva e um dos pioneiros do cinema no Brasil.

· Dia 20 - terça-feira – Iracema, uma transa amazônica, de Jorge Bodanzky e Orlando Senna
SP, 1975, Doc, Cor, 95 min.
Em contraste com a propaganda oficial da ditadura, uma câmera sensível flagra os problemas que a rodovia Transamazônica traria para a região: desmatamento, queimadas, trabalho escravo, prostituição infantil. Alternando documentário e ficção, o filme narra a história da jovem Iracema e do motorista Tião Brasil Grande, emblemática da realidade brasileira.

· Dia 21 - quarta-feira – Moro no Brasil, de Mika Kaurismäki
RJ, 2002, Doc, Cor, 104 min.
Numa viagem exploratória de 4 mil quilômetros por um país que conhece intensamente há uma década, o diretor Mika Kaurismäki se encontra com músicos, cantores e dançarinos dos mais diferentes ritmos, indo muito além do samba e da bossa nova. Kaurismäki deixa que essa riqueza musical fale por si mesma — por meio de histórias pessoais e da apresentação de estilos musicais de diversidade impressionante.

· Dia 22 - quinta-feira – O caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de Rosemberg Cariry
CE, 1985, Doc, Cor, 73 min.
Resgate da memória e da história da comunidade religiosa do Caldeirão, liderada pelo beato José Lourenço, que se organizava em moldes socialistas primitivos. Depois de alcançar grande progresso, a comunidade foi destruída pela polícia cearense e pelo bombardeio de aviões, em 1936, deixando mais de 2 mil camponeses mortos. A partir dos depoimentos dos remanescentes e dos símbolos da cultura popular, o filme faz uma reflexão sobre o poder, a liberdade e a luta pela terra.

· Dia 23 - sexta-feira – Terceiro milênio, de Jorge Bodanzky
SP, 1981, Doc, Cor, 90 min.
Agosto de 1980. Evandro Carreira, senador, sai de seu diretório em Manaus para percorrer suas bases eleitorais pelo Estado do Amazonas, na região do Alto Solimões, fronteiriça ao Brasil, Peru e Colômbia. Depoimentos de caboclos, de madeireiros, do sertanista Paulo Lucena, de índios brasileiros e peruanos, de um representante da Funai são colhidos desde a cidade de Benjamin Constant até o vilarejo de Cavalo Cocho. Uma visita à aldeia indígena dos Ticunas e às terras do povo Maiuruna culmina com o depoimento e a ação de José Francisco da Cruz, representante da cruz da Santa Ordem Cruzada Apostólica Evangélica. No trajeto, revela-se a potencialidade econômica do Amazonas e seus desvios: a corrupção na política indigenista e a presença de fábricas poluidoras como a dos Irmãos Mansur.

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