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Música de Domingo Especial apresenta Toninho Horta e Orquestra Fantasma
Publicado em 09/12/2008 16:50:32

Os fãs da música instrumental podem comemorar a edição especial do projeto Música de Domingo, realizado desde 1989, com o show do cantor, compositor e violonista Toninho Horta, acompanhado em grande estilo pela Orquestra Fantasma, formada por Lena Horta (flauta), Yuri Popoff (baixo), Neném (bateria) e Cláudio Faria (teclados). A apresentação acontece no próximo dia 14, às 11 horas, com entrada gratuita no Teatro Francisco Nunes e marca, ainda, o relançamento do CD “Terra dos Pássaros”, além dos 60 anos de Toninho Horta. Os ingressos serão distribuídos a partir das 10h, na bilheteria do Teatro.

O Música de Domingo, que já trouxe a BH nomes fundamentais da música instrumental mundial, é uma promoção da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e do Francisco Nunes, e conta com a parceria da Escola de Música da UFMG. O patrocínio é da Gerdau Açominas, Via Lei Roaunet.

Terra dos Pássaros

Primeiro álbum solo de Toninho Horta, de 1980, “Terra dos Pássaros” representa o início de uma trajetória vitoriosa do músico que, com sua complexidade de conceitos e harmonias únicas, ganhou respeito e reconhecimento de grandes músicos brasileiros e estrangeiros.

O álbum traz, também, o surgimento da “Orquestra Fantasma”, que, para Toninho, equivale ao que a antológica banda “Som Imaginário” representa para a carreira de Milton Nascimento. Na Orquestra Fantasma, os sons dos violinos, cellos e trompas eram criados por Hugo Fattoruso e Toninho em seus mini-mugs, guitarras e pedais de volume.

No show do Chico Nunes, “Terra dos Pássaros” será vendido a 25 reais e autografado por Toninho.

Toninho Horta

Toninho Horta nasceu em berço musical, já que seu avô materno, João Horta, era maestro e deixou sua marca como compositor de música sacra e popular em algumas cidades mineiras. Além disso, Toninho teve em sua formação autodidata forte influência da mãe e de seu irmão mais velho, o baixista Paulo Horta. Este liderou, nos anos 50, o Jazz Fã Clube – grupo de seletos músicos mineiros que difundiam o melhor do jazz em Belo Horizonte.

Músico profissional já aos dezesseis, incentivado pelo irmão, Toninho começou a tocar na noite belo-horizontina. Nessa mesma época, conheceu Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges, que mais tarde iniciaram parcerias musicais, culminando no movimento que marcou a história da MPB nos anos 70 – o Clube da Esquina.

Após sua transferência para o Rio de Janeiro, no final dos anos 60, Toninho projetou-se para o mercado nacional. Nos anos seguintes, entre Minas Gerais e Rio, trabalhou em centenas de gravações, ao lado de muitos artistas consagrados. Entre tantos, Gal Costa, Nana Caymmi e Elis Regina.

Já nos anos 90, radicado em Nova Iorque, o músico consolidou sua arte no exterior. A partir daí, seguiu viajando ininterruptamente para o Japão, Coréia do Sul e vários países na Europa, onde tocou com grandes nomes internacionais. O virtuosismo de sua guitarra deu-lhe o prêmio de 5º melhor guitarrista do mundo pela revista londrina Melody Maker, em 1977, e o 7º melhor, em 1988, consagrando-o como um dos mais admirados músicos dos últimos tempos.

Além de reconhecimento pela crítica mundial e por músicos de toda a parte do planeta, Toninho leva na bagagem 23 CDs lançados de sua autoria. Paralelamente à sua carreira musical, Toninho empreendeu, em 2000, seu próprio selo – Minas Records. Neste, já figuram em catálogo seis de seus CDs, que só contavam, anteriormente, com lançamentos no exterior.

Um inusitado encontro com George Benson, em 2005, rendeu a Toninho Horta a direção musical de um cd com o instrumentista norte-americano, no Brasil. O músico mineiro, além da responsabilidade da direção, produção e arranjos musicais, também participa ao violão. Ainda em 2005, teve seu nome incluído numa compilação da Sony/BMG americana dos 74 guitarristas mais importantes dos últimos 100 anos do Blues ao Jazz no mundo.

Neste mesmo ano, Toninho Horta recebeu mais um reconhecimento em sua carreira, com a indicação à 6ª edição do prêmio Grammy Latino. Com o álbum Toninho Horta com o Pé no Forró, o músico mineiro concorreu na categoria melhor álbum de música popular brasileira ao lado de outros grandes artistas da nossa música.

Toninho prepara, também, o Livrão da Música Brasileira, que será um marco histórico para os apreciadores, pesquisadores e profissionais de música. Trata-se de uma compilação cronológica de 700 partituras, cifras, letras, além de informações sobre as principais composições que marcaram a história da música nacional nos últimos 100 anos.

Mais informações: 3277-9778

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