Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

.


   
 
  PRINCIPAL / SALA DE NOTICIAS
 
 
 
Febre amarela e dengue são pautadas no Conselho Municipal de Saúde
Publicado em 30/01/2017 16:24:58

No último dia 26 de janeiro aconteceu a reunião conjunta dasCâmaras Técnicas de Municipalização, Controle e Avaliação (CTCAM), Gestão da Força do Trabalho (CTGFT) e Saneamento e Políticas Intersetoriais (CTSPI) para debater as ações de enfretamento à febre Amarela em BH e o plano de contingência da dengue. Participaram da reunião a Gerente de Vigilância em Saúde e Informação, Lúcia Paixão,a Gerente de Assistência, Taciana Malheiros,a Gerente de Urgência e Emergência, Susana Rates,a Coordenadora de Imunização, Gisele Nacur, o Gerente Zoonoses, Eduardo Viana e a Referência Técnica do GEAS, Alexandre Moura, dentre outros gestores da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA).

Eduardo Viana iniciou apresentando o plano de contingência do Aedes aegypti elaborado pela secretaria, que divide o risco de epidemias em três níveis: médio, alto e muito alto. No momento atual, estamos no risco médio. O plano prevê ações públicas, privadas e em ambientes domésticos. Questionado sobre a falta dos fumacês nas ruas da cidade, Eduardo explicou que como omosquito fica próximo ao ser humano e prioritariamente dentro de casa, a aplicação de inseticida nas ruas não conseguia atingir a maioria deles. O que vem sendo usado hoje com maior frequência é o Bloqueio de Transmissão (UBV) que é aplicado pelo agente dentro das casas.

Alexandre Moura deu sequência à apresentação, explicando as ações em andamento do risco médio que são as praticadas no momento e citou que Belo Horizonte foi pioneira em focar na atenção primária para que o paciente com dengue não sobrecarregue as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Questionado sobre a transmissão da febre amarela pelo mosquito da dengue, ele afirmou que o risco de epidemia da febre amarela em BH é pequeno devido ao grande cobertura vacinal da população em BH, mas o risco de um novo surto de dengue existe.

Lúcia Paixão fez um histórico sobre os casos de febre amarela no estado e confirmou que todos os casos até a presente data foram em moradores de zonas ruraise em ambiente silvestre. “A doença existe nas matas e de tempos em tempos acontecem surtos, quando o ser humano que não está imunizado adentra nas áreas contaminadas.” Afirmou.

Sobre as vacinas ela informou que são necessárias apenas duas doses, sendo que após a aplicação da primeira, a segunda deve ser feita após 10 anos, exceto para a pessoa que nunca tomou e precisa ir para alguma área de risco. Nesse caso a administração da segunda dose será feita com intervalo de 30 dias. Mas, já na primeira dose a eficácia da vacina chega a 95%. Destacou que as duas doses devem ser tomadas apenas uma vez na vida e que receber inúmeras vacinas de vírus vivo podeser prejudicial para saúde.

Lúcia apresentou as ações para que não chegue a BH o surto de febre amarela, sendo elas: vacinação das pessoas que ainda não tomaram duas doses, e a captação de pacientes com suspeita da doença para ficarem retidos e não circulem pela cidade. Questionado sobre a falta de vacinas em algumas unidades, ela explicou que BH está recebendo as doses, mas que a prioridade do Estado é direcionar em quantidades maiores para as áreas de risco. Mas que não estão faltando vacinas, mas que muitas vezes uma unidade tem uma grande demanda e acaba o estoque do dia antes do fechamento da unidade.

Os trabalhadores presentes relataram dificuldade no trabalho porque a demanda está muito alta, mas não existem profissionais suficientes. Afirmaram que estão enfrentando o dia a dia como se estivessem em uma campanha de vacinação. Eles pediram mais divulgação de informações sobre quem precisa receber a vacina, porque muitos usuários que já estão vacinados querem receber outras doses.

O presidente do Conselho Municipal (CMS-BH), Bruno Abreu, afirmou que é fundamental uma comunicação oficial da prefeitura para orientar a população a população sobre os critérios de vacinação e aumentar o número de trabalhadores nas Salas de Vacina.

Gisele Nacur informou aos trabalhadores que em abril tem a campanha de vacinação da gripe e que estão tentando antecipar a equipe dessa campanha para ajudar na vacinação da febre amarela, porque reconhece que a situação esta alarmante e muitos estão procurando a unidade sem a necessidade de vacinação.

Taciana Malheiros afirmou que todas as ponderações feitas na reunião vão ser consideradas, mas que precisava do apoio e paciência de todos porque é um momento difícil de instabilidade. “Vamos estudar uma grande força tarefa para disseminar as informações para a população”. Afirmou.


 

| Voltar