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Rede SUS-BH inicia projeto para qualificar atendimento a pacientes com tuberculose
Publicado em 12/05/2016 10:45:00

Em Belo Horizonte, nos últimos dois anos, a média de novos casos de tuberculose é de 1.000 pessoas acometidas pela doença, sendo que 30% dessas notificações são de pacientes residentes em outros municípios. Para promover ações de prevenção e melhorias no tratamento, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) iniciou, neste mês, o “Projeto de Ações Contingenciais para Enfrentamento do Abandono de Tratamento da Tuberculose”.

A cada ano são notificados no país cerca de 70 mil casos novos e 4,6 mil mortes em decorrência da doença. Os dados são do Ministério da Saúde. Na capital, nos anos de 2014 e 2015, respectivamente, foram notificados 772 e 736 casos novos de tuberculose, residentes em Belo Horizonte.

A meta do projeto - uma parceria do município com a Secretaria de Estado de Saúde e o Ministério da Saúde - é estudar as causas do abandono do tratamento da tuberculose por meio de uma pesquisa junto à UFMG, realizar gestão dos casos complexos de tuberculose junto aos profissionais das equipes de saúde da família e elaborar estratégias de intervenção para o enfrentamento do referido abandono, pautadas nos resultados da pesquisa.

Tosse persistente por mais de três semanas, febre, falta de apetite, perda de peso acentuada, cansaço excessivo, palidez, rouquidão. Esses sintomas associados podem ser sinais dessa grave doença. As ações são desenvolvidas pelo Programa de Controle da Tuberculose que pretende cada vez mais qualificar o serviço prestado à população.

O projeto será desenvolvido no prazo de 30 meses e contará com uma equipe de profissionais capacitados tanto para a realização da pesquisa, quanto para a gestão dos casos complexos e as intervenções necessárias. O trabalho prevê também ações intersetoriais com outras secretarias municipais. “Já identificamos que muitos casos de tuberculose extrapolam a saúde e são necessários a discussão e intervenção de outras secretarias como, por exemplo, a tuberculose em pessoas que vivem nas ruas, usuários de drogas lícitas ou ilícitas, condições de moradia precária e insalubre, dentre outros”, explica a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose, Juliana Veiga.

Todos os 148 centros de saúde da capital realizam as ações de controle da tuberculose, ou seja, o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dos casos. Também são responsáveis pela busca e o exame dos contatos, a vacinação dos recém-nascidos com BCG e demais ações de prevenção da doença e promoção da saúde.

Em 2015 foi implantado o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB), uma nova tecnologia para o diagnóstico da doença que, no momento, só é ofertado na rede pública. Este exame está disponível em todos os Centros de Saúde do município. O objetivo é aumentar a qualidade do diagnóstico e identificar mais precocemente os casos de resistência à Rifampicina, principal droga do esquema terapêutico atualmente usado.
A coleta é realizada na própria unidade básica de saúde e a amostra encaminhada para avaliação no Laboratório Municipal de Referência. As UPAs são aptas para realizarem o diagnóstico da doença, com fluxo definido para encaminhamento dos casos positivos aos Centros de Saúde ou internação nos hospitais de referência, caso necessário.

O tratamento da tuberculose é gratuito, assim como a oferta dos medicamentos. O paciente recebe o tratamento durante seis meses, com uso diário dos remédios. Entretanto, um dos desafios é justamente manter a adesão até o final. “É necessário que o paciente seja acompanhado durante todo esse período. Por isso, o vínculo existente entre os profissionais de saúde e a pessoa que está doente é muito importante para reduzir as chances de abandono do tratamento”, ressalta Juliana. Caso o paciente interrompa o uso dos medicamentos ou os tome de modo irregular, ele estará suscetível a complicações da doença e seu organismo poderá criar resistência, tornando-se necessária a busca de alternativas menos convencionais de tratamento.

Uma cartilha sobre Tuberculose está disponível no portal da prefeitura (www.pbh.gov.br/saude no link Folheteria).
 

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