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BH inaugura unidades de apoio ao tratamento de dengue
Publicado em 25/02/2016 15:50:00

A Prefeitura de Belo Horizonte trabalha para agilizar o atendimento aos pacientes com dengue. No último final de semana, a PBH, por meio da Secretaria Municipal de Saúde – SMSA, abriu uma Unidade de Reposição Volêmica (URV) no segundo andar da UPA HOB (regional Noroeste) e o Centro de Atendimento a Pacientes com Dengue (CAD), no segundo andar da UPA Venda Nova.


A URV é destinada a pacientes referenciados, que não necessitam de internação hospitalar, mas de cuidados especiais com soroterapia intravenosa, de forma a evitar maiores complicações da doença. A unidade recebe pacientes encaminhados pelos centros de saúde e pelas UPAs. São 40 leitos para hidratação venosa e capacidade para atender até 100 pessoas. O espaço conta com dois médicos, dois técnicos de enfermagem, uma enfermeira, um administrativo e um profissional de limpeza.

A população deve procurar atendimento nos centros de saúde ou UPAs e somente depois da avaliação clínica é que serão transferidos para a URV. O serviço funciona 24 horas. No local o paciente recebe hidratação intravenosa, necessária para se reestabelecer. O transporte é realizado pela SMSA, e o contato é feito com o monitor de equipe, que supervisiona as vagas e disponibiliza às unidades.
Na URV são monitorados os dados vitais do paciente, com acompanhamento de rotina, de quatro em quatro horas, realizando os exames laboratoriais para acompanhar a evolução do paciente na unidade. O hemograma mede as alterações no exame de sangue em relação às plaquetas e a concentração dos glóbulos vermelhos no sangue. Desde a noite de sexta até a última terça-feira (23/02), cerca de 100 pessoas já haviam sido atendidas.

A enfermeira Rachel Melo Fonseca explica como é realizado esse atendimento: “O paciente dá entrada na unidade e é avaliado por um médico. Após ser feita essa avaliação e prescrições, a gente hidrata o paciente por via venosa e realiza as medicações conforme necessidade. O ideal é que o paciente receba essa hidratação por via venosa o mais rápido possível.”
Os pacientes atendidos nas URVs costumam receber hidratação venosa por até 48 horas, mas no caso da auxiliar administrativo, Sarah Carolina Marques Alves, de 28 anos, os cuidados precisaram ser estendidos. Sarah apresentou um quadro grave com bastante sangramento, pressão muito baixa, diarreia, vômito, dor no corpo e está em seu quarto dia de internação. “Aqui eu estou me sentindo bem melhor, porque eu realmente precisava de uma assistência e um acompanhamento médico constante, que é exatamente como tem acontecido. A equipe médica é muito boa, a de enfermagem também é excelente, olham pressão, temperatura, medicação, cuidam da gente. Nesses últimos dias tive uma melhora significativa”, disse.

Prioridade no atendimento

O Centro de Atendimento a Pacientes com Dengue (CAD) éum espaço exclusivo para pacientes com sintomas da doença e conta com cinco clínicos escalados somente para esta função. O fluxo tem início com a classificação usual de Manchester na UPA Venda Nova e, de acordo com os sintomas, o paciente é encaminhado para o atendimento na unidade, onde terá prioridade no atendimento.

Os sintomas da dengue incluem febre, manchas na pele, dor no corpo, dor articular, cefaleia, dor atrás dos olhos, sangramentos, plaquetas baixas, leucócitos baixos e aumento dos gânglios. Na nova unidade o paciente passa por uma consulta de enfermagem, que estratifica os casos de dengue de acordo com o critério de gravidade, e a partir daí ele é encaminhado para a coleta de sangue ou, se estiver muito sintomático,para as consultas médicas imediatas, iniciando a hidratação e a coleta de sangue.

Os casos menos sintomáticos passam pela coleta de sangue, aguardam o resultado dos exames, e assim que o hemograma fica pronto, passam pelo médico e são encaminhados para o tratamento usual de dengue.
A vendedora Cristiane da Silva, chegou à unidade abatida e após ser medicada e iniciar a hidratação venosa, já sorria ao conversar. “É um grande alívio. Eu estava muito ruim, sentindo muita dor no corpo, dor de cabeça, tonteira, náusea e vomitando bastante. O atendimento foi rápido e muito bom, o médico foi muito educado. O novo centro fez toda a diferença. Agora estou sentindo muito menos dor de cabeça e dor no corpo, e isso é o mais importante.”

A unidade tem capacidade para mais de 300 atendimentos diários. São cinco consultórios dedicados exclusivamente à dengue, funcionando das 7h às 21h, diariamente, incluindo sábados, domingos e feriados. De acordo com a Superintendente do Hospital Odilon Behrens (HOB) e membro do Colegiado Gestor de Urgência e Emergência, Paula Martins, a unidade faz parte da estratégia de atendimento à sazonalidade da dengue na cidade. “Este é o primeiro ano que a gente faz um Centro de Atendimento à Dengue, um centro de consultas. Nós estamos em uma etapa no nosso plano de contingência do atendimento da dengue e esperamos que essa medida que iniciamos possa chegar a sua capacidade plena”. Em caso de epidemia, o CAD poderá desafogar todo o eixo norte: Pampulha, Venda Nova, Norte e Nordeste.

Ambas as ações, URV e CAD, estão previstas no Plano de Contingência, que prevê a ativação de serviços de saúde, de forma gradativa, conforme necessidade da população.
 

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