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BH se transforma mais uma vez na casa dos quadrinhos
Publicado em 12/11/2013 18:02:41



Conhecidos como a nona arte, os quadrinhos serão celebrados na capital mineira a partir desta quarta-feira, dia 13, na oitava edição do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ). Promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura (FMC), o FIQ acontece até domingo, na Serraria Souza Pinto (avenida Assis Chateubriand, 809, bairro Floresta). O FIQ é o maior evento do gênero, trazendo para BH exposições, artistas de estilos distintos, debates, oficinas e estandes que mostram a diversidade dos quadrinhos e o patamar que ocupam na cultura brasileira e estrangeira. Ao todo, 85 convidados da cena local e também de várias partes do Brasil e do mundo vão se reunir nestes cinco dias, atraindo para Belo Horizonte leitores, artistas e editores nacionais e internacionais. A programação é integralmente gratuita.

Criado em 1999 e realizado a cada dois anos, o festival é fundamental no processo de valorização e crescimento dos quadrinhos no Brasil. É referência obrigatória para quadrinistas e para o público, já que apresenta um painel da produção contemporânea de quadrinhos no mundo e propicia o intercâmbio entre artistas e editores nacionais e internacionais. “Belo Horizonte se orgulha de ser sede de um festival dessa envergadura sobre um tema tão envolvente como os quadrinhos. Nosso compromisso é melhorá-lo a cada edição. O objetivo é superar o público da edição anterior, que ficou na casa de 150 mil pessoas. Para isso, o festival está sendo tratado com todo o zelo que merece”, comentou Leônidas Oliveira, presidente da FMC.

As trocas e encontros que acontecem em função do festival também são motivo de orgulho para a organização. “Além de ser o maior festival do país em número de convidados e atrações, e também em longevidade, o FIQ tem uma importância muito grande por ser um ponto referencial dos quadrinhos, aquele momento para o qual artistas e editores se mobilizam, preparam novas publicações e trocam ideias. Existe uma mobilização que começa a acontecer muito tempo antes do festival”, destaca Afonso Andrade, coordenador de quadrinhos da FMC, que assina a curadoria geral do evento ao lado de Daniel Werneck.

Crescimento

Segundo Afonso, o festival incrementa suas ações na questão da profissionalização. “Paralelo às atrações, vamos realizar uma rodada de negócios em parceria com o Sebrae Minas, na qual os 200 quadrinistas que se inscreveram e foram selecionados vão ter seu trabalho avaliado e comentado por 15 representantes de editores do Brasil, dos EUA e da Itália”, destacou Afonso, que destacou o caráter de incentivo à leitura e às artes que o festival investe ao oferecer visitações para grupos de escolas. A ação com o Sebrae acontece amanhã e sexta, dia 15, na Funarte (rua Januária, 68, bairro Floresta).

Homenagem

Nesta edição, o FIQ traz no cerne de suas atividades a homenagem ao quadrinista Laerte Coutinho. “Laerte é um quadrinista versátil, que vem produzindo desde os anos 1970, já publicou em revistas, jornais, livros e criou diversas histórias e personagens. Tem uma técnica admirável e, mais do que isso, mostra que se reinventa o tempo todo como quadrinista e também como pessoa”, comentou Afonso Andrade.
Laerte vem a Belo Horizonte para o festival e vai participar de um bate-papo sobre seu trabalho no domingo, dia 17. Outra vertente da homenagem é a exposição sob curadoria de seu filho, o também quadrinista Rafael Coutinho.

Quadrinistas de várias partes do mundo em BH

O FIQ vai reunir pesos pesados de diversas áreas do universo dos gibis, entre eles George Pérez, um dos artistas mais importantes do quadrinho norte-americano, com trabalhos em títulos como Vingadores, Os Novos Titãs, Quarteto Fantástico, Liga da Justiça e Mulher Maravilha. Outra atração é Ivo Millazo, o criador de Ken Parker. Jérémie Nsingi, primeiro quadrinista africano a participar do festival, é outro destaque. Do lado brasileiro, a programação inclui Marcatti e Fábio Zimbres, nomes importantes do quadrinho alternativo nacional. Além deles, participam do evento Vitor e Lu Caffagi, autores mineiros que acabam de lançar com enorme sucesso o álbum “Laços” pela Mauricio de Sousa Produções. Nomes como Danilo Beyruth, Gustavo Duarte, Ivan Reis e Cris Peter estão se destacando no cenário do quadrinho nacional, além de Fábio Coala, Ricardo Tokumoto, autores de destaque da nova safra de artistas. Ao todo, são 85 quadrinistas convidados, sendo 18 estrangeiros, 32 de BH e Minas e 35 de outros estados do Brasil. Para conhecer mais sobre estes e outros convidados, acesse o link http://www.fiqbh.com.br/convidados

Apesar dos convidados, a cena local é bem representada no FIQ. “Por ser em Belo Horizonte, acreditamos que o festival tem que ter um reflexo na cidade. Os quadrinhos cresceram muito na capital e de alguma forma o FIQ tem uma parcela importante nessa nova força. Temos artistas de renome nacional e internacional”, disse Afonso Andrade.

FIQ na Internet

O Festival Internacional de Quadrinhos está presente nos principais canais da internet. O Twitter oficial do FIQ (@fiq_bh), o Instagram (@fiqbh) e o Facebook (facebook.com/FIQ2013), além do site oficial do evento (fiqbh.com.br), fazem uma cobertura completa e interativa da programação para que mesmo aquelas pessoas que não possam comparecer ao evento tenham a oportunidade de aproveitar as atrações do festival. As redes sociais ficam ativas o tempo inteiro, inclusive nos intervalos entre os festivais. “Essas ferramentas não são só instrumentos de divulgação, mas redes nas quais acontecem discussões, trocas de ideias e inspirações para compor a programação”, explica Afonso Andrade.

Programação diversificada

Uma das prioridades do FIQ é manter um espaço interativo, no qual os visitantes tenham não só a oportunidade de aprendizado como também possam participar diretamente das atividades. Confira a programação completa:

Exposições:


• Ícones dos quadrinhos - Reúne 100 interpretações de personagens clássicos dos quadrinhos feitas por 100 quadrinistas do mundo inteiro.
• Lélis – Homenageia o quadrinista e ilustrador mineiro Marcelo Lélis. Serão apresentadas cerca de 50 obras originais.
• Laerte – A exposição/instalação irá apresentar elementos da obra de Laerte e apresentar algumas de suas atuais discussões.
• Hélder Moreira - Em cartaz no Oi Futuro Belo Horizonte (avenida Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras), traz esculturas, fotos e ilustrações do artista belo-horizontino que tem sólida carreira no exterior.
• Exposição infantil - Totalmente interativa, crianças e jovens poderão ter contato direto com o cenário e reconhecer elementos fundamentais da linguagem dos quadrinhos.

Outras atrações

• Estúdio ao vivo - Estúdio abrigará diversos quadrinistas, que demonstrarão técnicas e estilos de desenho, escultura e roteiro.
• Jornal Paratodos - Jornal produzido diariamente na Serraria terá artigos, entrevistas e quadrinhos, que serão distribuídos ao público.
• OuBaPo - Cinco quadrinistas e um desafio: improvisar uma história coletiva. A performance acontece no auditório sob os olhares do público.
• Oficinas - São 52, tanto básicas, voltadas para o público em geral, quanto as específicas, indicadas para aqueles que já possuem algum trabalho ligado a quadrinhos e ilustração.
• Palco Cosplay - Um palco com camarim será instalado para que os cosplayers possam se preparar e tirar fotos. Serão realizados concursos rápidos e informais, com distribuição de kits de quadrinhos para os vencedores.
• Gibiteca - Na tenda instalada no estacionamento, será montada uma gibiteca, com centenas de títulos para leitura do público.
• Auditório Gutemberg Monteiro -Assuntos como mercado de quadrinhos no Brasil, colorização e financiamento colaborativo serão debatidos pelos convidados do festival.
• Praça Mauro Martinez - Doze mesas recebem lançamentos e sessões de autógrafos simultâneos de convidados e outros quadrinistas.
• Praça Naumin Aizen - Local de descanso com mesas e pufes, a praça também terá um telão onde serão transmitidas as palestras e debates do auditório.
• Estandes e mesas - Abrigam editoras, livrarias, escolas e grupos de quadrinistas independentes. O público poderá encontrar desde o quadrinho das grandes editoras até as publicações independentes e fanzines.
• Painel interativo de desenhos e painel de classificados - No painel de desenho, o público poderá desenhar e interagir com o evento. No de classificados, os quadrinistas poderão colocar anúncios para parcerias profissionais.

Programação paralela e selo FIQ

Outra novidade desta edição é uma programação paralela, na qual eventos de quadrinhos ou realizados pelos quadrinistas ganham o selo FIQ e são incluídos nas atividades do festival. Um já está confirmado e promete mobilizar os participantes, o HQ Gol, que será realizado na sexta, dia 15. Outro evento que já acontece é a exposição “Crepúsculo dos Samurais”, que apresenta, até o dia 17, no Café Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046. Centro) o trabalho de Daniel Werneck.

Também se destacam a exposição “Entre Ideias e Rascunhos”, em cartaz até 15 de dezembro no Sesc Palladium, que apresenta o trabalho e os processos criativos de cinco jovens quadrinistas brasileiros (João Marcos, Eduardo Pansica, Vitor Cafaggi, Lu Cafaggi e Pedro Cobiaco), além da mostra “Quadrinhos Possíveis”, com trabalhos de artistas do grupo Pandemônio na Casa de Quadrinhos, também até 15 de dezembro. Outro destaque é o Projeto Parede, painel com uma tira de 12 metros de largura assinado por Eduardo Damasceno, co-criador dos Quadrinhos Rasos, no foyer do Sesc Palladium (avenida Augusto de Lima, 420, Centro).
 

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