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Novas intervenções tornam o Conjunto Arquitetônico da Pampulha ainda mais atraente
Publicado em 17/05/2013 09:40:36



Berço da arquitetura de Oscar Niemeyer, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, mesmo antes de sair do papel, já estava predestinado a assumir a posição que ocupa hoje: o de representar simbolicamente uma cidade e seu povo. Tudo isso pela ousadia e relevância da obra que tornaria realidade a criação de uma lagoa, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube, a Igreja São Francisco de Assis e o Museu de Arte da Pampulha.

Com 70 anos completados ontem, o conjunto foi presenteado com a inauguração do viaduto Oscar Niemeyer, no bairro Itapoã, ordens de serviço para obras de desassoreamento e despoluição da lagoa, de espaço cultural e de um centro de informação turística, obras de revitalização e restauração de jardins e requalificação de via na orla da lagoa. A Pampulha ganhou também um selo especial de 70 anos e a cerimônia de comemoração, que aconteceu na praça Dino Barbieri (em frente à Igreja São Francisco), contou com a participação do Coral Lírico de Minas Gerais, corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado. Confira nesta e na próxima página um resumo das ações que estão sendo feitas na Pampulha.

O investimento total na recuperação da bacia hidrográfica e na requalificação do Conjunto Arquitetônico da Pampulha será superior a R$ 425 milhões, sendo R$ 158,4 da Prefeitura de Belo Horizonte, com apoio do Governo Federal, e R$ 256 milhões do Governo do Estado, por meio da Copasa. Outros R$ 10,8 milhões virão de recursos próprios e de parcerias firmadas pela PBH.

“O que me impressiona muito em Minas Gerais é o carinho que o povo tem pelo meu avô. Brinco ele nasceu no lugar errado, deveria ter nascido em Minas. Em nenhum lugar onde fiz exposições vi tanto carinho e amor pelo meu avô como aqui”, disse o neto do arquiteto, o fotógrafo Kadu Niemeyer, que participou ontem da cerimônia e tem a obra do avô como uma das fontes de inspiração. Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907, e morreu em dezembro do ano passado.

Viaduto Oscar Niemeyer é inaugurado e vai trazer benefícios para o trânsito local

Um dos arquitetos mais importantes do século 20, com trabalhos edificados por todo o mundo, Oscar Niemeyer ganhou uma homenagem na tarde de ontem, em Belo Horizonte. O novo viaduto sobre a avenida Pedro I, parte do complexo viário que está sendo construído no entorno da avenida Portugal, foi batizado de Oscar Niemeyer por meio de lei publicada no Diário Oficial do Município (DOM) do dia 17 de abril deste ano, e recebeu recursos de R$ 14,2 milhões. Construída como parte da duplicação da Pedro I, a interseção viária integra as obras do BRT e faz a ligação entre as ruas Cheik Nagib Assrauy, no bairro Itapoã, e Mário Jofre de Freitas, no bairro Jardim Atlântico. “Esse viaduto tem como objetivo desafogar o trânsito e permitir a operação da futura estação de integração BRT Pampulha”, explicou o diretor-presidente da BHTrans, Ramon Victor César. Cerca de 40 linhas da região serão integradas na estação.

Em 16 quilômetros de extensão, a avenida Pedro I formará junto à avenida Antônio Carlos um corredor para o Transporte Rápido por Ônibus (BRT), que irá melhorar a qualidade do transporte coletivo, com pistas exclusivas para ônibus, estações de embarque e terminais de integração.

O que a Pampulha vai ganhar

• Despoluição da Lagoa da Pampulha

Para garantir a recuperação efetiva da Lagoa da Pampulha e de todo o seu entorno, que compõem o principal conjunto turístico e arquitetônico da capital, por meio do Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha (Propam), 800 mil metros cúbicos de sedimentos serão removidos do leito da lagoa e a água será tratada por meio de tecnologias de ponta, como a bio-remediação, o sequestro de fósforo e a oxigenação/ozonização, que poderão ser empregados em conjunto ou em separado, de acordo com a melhor indicação técnica em cada momento. Com a conclusão, pela Copasa, da construção de novas estações elevatórias de esgoto, e das redes coletoras e interceptoras, a lagoa ficará livre de 95% dos lançamentos de esgoto e do mau cheiro até dezembro deste ano. A expectativa é que, ainda no primeiro semestre de 2014, a qualidade da água da Lagoa da Pampulha seja enquadrada na classe 3, que permite a prática de esportes náuticos e pesca, em um ambiente sem maus odores.

O Propamé desenvolvido de forma compartilhada pelas prefeituras de Belo Horizonte e Contagem e pelo Governo do Estado, por meio da Copasa. Na primeira etapa das intervenções, de responsabilidade da Copasa, foi concluída, em abril, a nova Estação Elevatória de Esgoto (EEE) Pampulha, em substituição a quatro antigas elevatórias que já estavam obsoletas e foram desativadas.

• Patrimônio cultural recuperado

O Museu de Arte da Pampulha (MAP) vai ganhar novo piso de mármore do Salão Nobre, limpeza dos revestimentos, além de pinturas interna e externa e troca do carpete do auditório. Na Casa do Baile, estão sendo feitas obras de limpeza da fachada, recuperação do piso e esquadrias e impermeabilização. Já a Casa Kubitschek, projetada nos anos 1940 para ser a residência de final de semana do então prefeito da capital, será restaurada e vai ganhar um novo espaço cultural, ações que contam com recursos de R$ 1,5 milhão.

• Projeto paisagístico

A restauração dos jardins de Burle Marx inclui o resgate dos projetos paisagísticos originais, contratados pela Prefeitura na década de 1940, em conjunto com os projetos arquitetônicos da Lagoa da Pampulha. Foi feito um levantamento das espécies existentes e constatou-se que algumas das integrantes do projeto original se perderam com o tempo e está sendo feito o plantio das mesmas espécies ou de similares àquelas que são, na atualidade, protegidas por lei por estarem em risco de extinção. O projeto incluiu ainda a revitalização dos sistemas de iluminação e irrigação dos jardins e retirada de algumas árvores em mau estado fitossanitário. Os jardins de Burle Marx ficam na Casa do baile, no entorno da igreja da Pampulha e no MAP.

• Estímulo ao turismo

Na praça Dino Barbieri, em frente à igrejinha da Pampulha, será construído o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), que prestará serviços de informação turística. No local, serão estabelecidos roteiros turísticos segmentados em circuitos, como o Circuito Niemeyer, sistematizando a visitação ao complexo arquitetônico, o Circuito Verde, orientando as visitas ao Parque Ecológico, ao Zoológico, ao Aquário Municipal e ao Parque de Diversões Guanabara, o Circuito Esportivo, enfocando o Mineirão, o Mineirinho, os clubes da região e os principais eventos esportivos, além do Circuito Gastronômico, voltado aos interessados em conhecer os restaurantes e bares do entorno. Para facilitar a orientação e o deslocamento dos turistas, a região está recebendo nova sinalização, com placas interpretativas trilíngues, em português, inglês e espanhol.
No total, serão instaladas 68 placas (13 placas direcionais simples, dez placas direcionais com mapa, nove placas interpretativas, 16 selos interpretativos e dez selos de escultura) nos tradicionais locais de visitação: Museu de Arte, Casa do Baile, Igreja São Francisco de Assis, Casa JK, Mineirão, Mineirinho, Parque Ecológico e Jardim Zoológico. A sinalização contemplará também mirantes, edifícios públicos, obras de arte, praças e outros atrativos. As placas serão equipadas com o sistema de código de barras, que possibilita o acesso ao conteúdo multimídia através de dispositivos móveis. Além disso, quatro quiosques da orla da lagoa serão reformados.
“Essa nova sinalização, além de orientar, também fornece informações adicionais sobre os atrativos que da região, sensibilizando turistas e moradores para a importância do patrimônio histórico, artístico e cultural da Pampulha”, salientou o presidente da Belotur, Mauro Werkema.

• Requalificação da orla

Como parte das intervenções, o entorno da Lagoa da Pampulha ganhará nova pavimentação. A avenida Otacílio Negrão de Lima terá 18 quilômetros de via recapeadas, com a implantação de ciclovia no trecho entre a rua Garoupas, em frente ao PIC, até o Clube Belo Horizonte, e restauração de 11 quilômetros da ciclovia existente, com recuperação da sinalização, instalação de placas indicativas de quilometragem e plantio de grama, além da restauração dos 18 quilômetros da pista de cooper da orla da lagoa.
 

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