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Nova etapa do Propam possibilitará recuperação da Lagoa da Pampulha até 2014
Publicado em 08/05/2013 17:54:35



O Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha (Propam), desenvolvido de forma compartilhada pelas prefeituras de Belo Horizonte e Contagem e pela Copasa, ganhou novo impulso com o acionamento, em abril, da nova Estação Elevatória de Esgoto (EEE) Pampulha, em substituição a quatro antigas elevatórias que já estavam obsoletas e foram desativadas. O novo equipamento evita o despejo de 24 milhões de litros de esgoto por dia na lagoa, bombeando todo esse material para o interceptor que o leva à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Onça, no bairro Ribeiro de Abreu. De acordo com o gestor da Copasa para o Propam, Valter Vilela, com a conclusão de novas redes coletoras e interceptoras e de mais três estações elevatórias, a lagoa se livrará de 95% dos lançamentos de esgoto e do mau cheiro até dezembro deste ano. “A rede de esgoto será instalada em frente a todas as residências e demais edificações da bacia da Pampulha. Mas o sucesso de todo esse trabalho dependerá da adesão dos moradores, que precisarão fazer a ligação de suas casas até a rede”, explica Vilela. Somando-se os recursos já empregados aos que estão sendo investidos nas obras em andamento, a Copasa participa com um total de R$ 256 milhões na recuperação da bacia da Pampulha.

O secretário regional Pampulha, Humberto Abreu, informa que irá fazer, em parceria com a Copasa, o levantamento dos casos de ligação clandestina de esgoto nos córregos da bacia ou diretamente na lagoa. O objetivo é desencadear uma ação de conscientização e convencimento para a adesão ao novo sistema. “Colocaremos em campo nossas equipes de vigilância sanitária e de políticas sociais para explicar a importância dessa adesão para a nossa cidade. Aqueles que insistirem no lançamento clandestino de esgoto serão notificados, pois esse tipo de infração caracteriza crime ambiental”, esclareceu o secretário. O secretário adjunto de Obras de Contagem, Luiz Arnaldo Prata, informou que o município vizinho também irá desenvolver ações para estimular a população a fazer as ligações do esgoto predial à rede da Copasa.

Para garantir a recuperação efetiva da Lagoa da Pampulha e de todo o seu entorno, que compõem o principal conjunto turístico e arquitetônico da capital, a Prefeitura de Belo Horizonte vem recuperando áreas degradadas, executando obras de urbanização de vilas e favelas e ampliando a coleta de lixo. Segundo o gerente de Planejamento e Monitoramento Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, Weber Coutinho, duas ações imprescindíveis para esta fase decisiva do Propam, denominada Pampulha Viva – Meta 2014, serão iniciadas pela PBH nos meses de julho e agosto: o desassoreamento da lagoa, com a retirada de 800 mil metros cúbicos de sedimentos do seu leito e o tratamento da água, por meio de tecnologias de ponta, como a bio-remediação, o sequestro de fósforo e a oxigenação/ozonização da água, que poderão ser empregadas em conjunto ou separadamente, de acordo com a melhor indicação técnica em cada momento. O investimento da PBH é de R$ 120 milhões e o prazo de conclusão dessas duas ações é de dez meses. “Com esse trabalho, nossa expectativa é que tenhamos, ainda no primeiro semestre de 2014, a qualidade da água da Lagoa da Pampulha enquadrada na classe 3, que permite a prática de esportes náuticos e pesca, em um ambiente sem maus odores”, afirmou Coutinho.

 

Complexidade

A bacia da Pampulha cobre 98,4 km², com 56% da área em Contagem e 44% em Belo Horizonte. Oito córregos desaguam na lagoa: Mergulhão, Tijuco, Braúnas, Olhos D’água, AABB e Ressaca, que nascem e têm todo o seu percurso em Belo Horizonte; Sarandi e Água Funda, que nascem e têm a maior parte de sua extensão em Contagem, chegando à capital pouco antes de desaguarem na lagoa. Todo esse volume de água corre para o córrego do Onça, afluente do rio das Velhas. A população da bacia, considerando-se os moradores de Belo Horizonte e de Contagem, é estimada em 500 mil habitantes.

O Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da bacia da Pampulha (Propam) foi elaborado em 1998 e licenciado pelos conselhos de meio ambiente de Belo Horizonte e Contagem. Em gestão compartilhada pelos dois municípios e pela Copasa, foi criado o Consórcio de Recuperação da Bacia da Pampulha, entidade civil sem fins lucrativos, de interesse público, com o objetivo de apoiar a implantação do Propam, com a participação da iniciativa privada, universidades e organizações não governamentais. Em 2000, o Propam foi implantado, constituído pelos subprogramas Saneamento Ambiental, Recuperação da Lagoa e Planejamento e Gestão Ambiental.

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