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A vida dos nove mil moradores da Vila São José, na região Noroeste/Pampulha da cidade,vai mudar para melhor. As intervenções do Programa Vila Viva, que estão sendo realizadas com recursos a fundo perdido no valor de R$ 115 milhões, do PAC (Programa de Aceleração Econômica) do governo federal, vão transformar o panorama urbanístico e ambiental da região.
Com a impossibilidade de se manter as moradias no mesmo lugar, pois permaneceriam em condições insalubres e sob risco permanente de inundação e deslizamento, serão removidas cerca de 2.200 famílias que moram no local.
Parte delas será reassentada nos 1.408 apartamentos que estão sendo construídos pela Prefeitura nas proximidades da vila. As demais serão reassentada pelo Proas – programa da Prefeitura responsável pela retirada e reassentamento de famílias de locais onde serão realizadas obras públicas ou por residirem em área de risco.
Além de melhorar as condições de vida das pessoas, o programa ataca antigos problemas da região. Dentre eles o gargalo do trânsito, as constantes inundações e a precariedade do saneamento.
O Vila Viva também prevê a implantação de área de lazer e convivência próximo aos blocos de apartamentos; a canalização do córrego; a implantação de rede de água e de esgoto; a urbanização de 25 vias; a construção de rotatória com área interna para futura implantação do BHBus; o prolongamento das avenidas Pedro II e Tancredo Neves numa extensão de 1,8 quilômetros e da Avenida João XXIII em um quilômetro, que irá propiciar novas opções de trânsito às regiões Noroeste, Pampulha e Venda Nova, além de melhorar a acessibilidade para o município de Contagem.
Desta forma, além das 2.200 famílias da Vila São José, o Vila Viva beneficia milhares de moradores de bairros do entorno como Castelo, Santa Terezinha, Serrano, Saramenha, Paquetá, Conjunto Celso Machado e Alípio de Melo.
Principais problemas diagnosticados pelo Plano Global Específico
A Vila São José apresenta condições sanitárias e ambientais muito ruins. As moradias, em sua maioria, são precárias e algumas delas sob risco constante de inundação e deslizamento. O sistema viário é deficiente o que dificulta o acesso dos moradores a diversos públicos e privados. A área coberta por coleta de lixo direta é insuficiente e o lixo e esgoto jogados no córrego São José, que corta a vila, contribui para a ocorrência de inundações e poluição da Lagoa da Pampulha, além de causar doenças. Também faltam áreas de convivência e espaços de lazer, creches e equipamentos comunitários adequados. O tráfico de drogas e os altos índices de violência também são preocupações que atormentam a comunidade.
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