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Artigo Oficinas da APS
 

Avanços e Desafios na Organização da Atenção Básica à Saúde em Belo Horizonte

 Oficinas de Qualificação de Atenção Primária à Saúde:

Introdução

As Oficinas de Qualificação da Atenção Primária à Saúde se caracterizam como um esforço conjunto de profissionais, gestores e cidadãos no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, através do planejamento, organização, operacionalização e monitoramento de ações que visam resultados concretos na melhoria dos indicadores de saúde, na qualidade e na resolubilidade da assistência à saúde.
São aproximadamente 10.000 trabalhadores envolvidos na capacitação, em dez oficinas, oriundas do Plano Diretor da APS que propiciarão o encontro, o debate e a construção coletiva dos processos de trabalho locais.

Serão realizadas nas unidades básicas de saúde e tem como público-alvo, os profissionais que atuam na Atenção Primária e gestores de saúde.
Não se trata de treinamento tradicional, mas sim de oficinas constituídas de períodos de concentração e de dispersão. Os períodos de concentração são presenciais – para aquisição de conhecimentos e habilidades - e a dispersão – para aplicação prática dos conteúdos assimilados - ocorre no território de responsabilidade da equipe de saúde.

Oficina 1 - Análise da Atenção Primária à Saúde


Nesta oficina realizou-se o alinhamento conceitual sobre a APS e foram desenvolvidas nos participantes habilidades e capacidades para analisar sobre a situação da APS no município, nos distritos e nos Centros de Saúde e realizar o Plano de Fortalecimento da APS no município.

Oficina 1 - Análise da Atenção Primária à Saúde
Oficina 1 - Análise da APS
Oficina 1 - Plano de fortalecimento da Atenção Primária

Oficina 2 - Redes de Atenção à Saúde e Regulação Assistencial

Nesta oficina foram desenvolvidas capacidade e competência aos participantes para compreenderem e discutirem sobre os fundamentos teóricos que orientam o desenho e a operacionalização das redes de atenção, os fundamentos que dão base à construção de redes de atenção e os elementos que constituem uma rede;
Utilizou-se do processo de modelagem das redes de atenção à saúde da mulher para compreenderem sobre os modelos de atenção e sobre a regulação assistencial como ferramenta de ordenamento da rede de atenção à saúde.

Oficina 2 - Redes de Atenção à Saúde e Regulação Assistencial
Oficina 2 - Oficinas de Qualificação da Atenção Primária à Saúde de BH

Oficina 3 - Territorialização e Diagnóstico Local

Nesta oficina foram aplicados os conceitos de população, território, dado, informação e diagnóstico na análise das condições de saúde e doença da população local; analisada a relação entre os recortes espaciais por territórios e a organização da Rede de Atenção à Saúde em BH.

Compreendeu-se a relevância do diagnóstico do território para tomada de decisões e programação das ações de saúde na Rede de Atenção Primária de Belo Horizonte.

Foram caracterizados os perfis territorial-ambiental, demográfico, socioeconômico e epidemiológico da população local, sob responsabilidade das equipes de saúde; relacionada a importância das bases de dados e informações do cadastro familiar para a classificação das famílias por grau de risco; aplicados os conhecimentos adquiridos para planejar a atualização do cadastro familiar, a classificação das famílias por grau de risco, o diagnóstico local e a construção do novo modelo assistencial.

Foi feito exercício de classificação de uma família hipotética por grau de risco, e por fim, foi feito um planejamento de atualização dos cadastros e da classificação de risco das famílias para cada equipe de saúde.

Oficina 3 - Territorialização e Diagnóstico Local
Oficina 3 - Diagnóstico Distritais

Oficina 4 - A organização da demanda espontânea

Nesta oficina, a programação possibilitou aos participantes desenvolverem competência para reorganizar o processo de trabalho para o atendimento da demanda espontânea. Para esta organização é preciso conhecer a população da área de abrangência do Centro de Saúde (CS), construir um diagnóstico local e abordar conjuntamente a atenção programada e a demanda espontânea.

Para tanto, foram trabalhados os conceitos de processo de trabalho, o gerenciamento do processo de trabalho, o acesso, a demanda espontânea, o “acolhimento” e a classificação de risco. Além disso, foram discutidas as ferramentas para serem utilizadas na reorganização da demanda espontânea, tais como o Programa “Posso Ajudar? Amigos da Saúde” e a classificação de risco dos pacientes agudos. Foi proposta a utilização de uma matriz de gerenciamento dos processos de trabalho para a reorganização do processo de trabalho da demanda espontânea.

Oficina 4 - A Organização da Demanda Espontânea

Oficina 5 - Organização do Trabalho para a Atenção Programada
As atividades desenvolvidas nesta oficina possibilitaram aos participantes compreender a importância da organização da atenção programada para a estruturação do processo de trabalho na atenção primária em saúde; compreender os princípios da gestão clínica para orientar a programação; elaborar a programação local para uma equipe de saúde tendo em vista determinada população e um diagnóstico local.

Foram identificados os elementos importantes para a reorganização dos processos de trabalho e elaboração da agenda das equipes; realizado o alinhamento conceitual sobre a gestão clínica e programação local.

Oficina 5 - A Organização do Trabalho para a Atenção Programada

Oficina 6 - A Agenda das Equipes de Saúde e os Contratos Internos de Gestão

Nessa oficina buscou-se compreender a importância da organização das agendas das equipes na estruturação do processo de trabalho da atenção primária em saúde e a importância do equilíbrio das ações para atenção à demanda espontânea e programada.

Foi elaborado um exercício de agenda local para uma equipe de saúde e um centro de saúde a partir de uma determinada população e diagnóstico local.

Foi conduzido um alinhamento conceitual sobre contratos internos de gestão, partindo de um exercício de agenda local para um Centro de Saúde.

Oficina 6 - A Agenda das Equipes de Saúde e os Contratos Internos de Gestão

Oficina 7 - Abordagem Familiar

Ao final desta oficina os participantes desenvolveram capacidade de compreender os conceitos e importância da abordagem familiar. Foram utilizados e exercitados os principais instrumentos, o Genograma, Ecomapa e Practice no cotidiano das equipes.

Oficina 7 - Abordagem Familiar

Oficina 8 - Promoção da Saúde

Nesta oficina foram discutidos temas que desenvolveram capacidade dos participantes em integrar conhecimento sobre Promoção de Saúde, determinantes sociais de saúde, empoderamento e participação social. Os principais objetivos foram alinhar conceitos relacionados ao tema Promoção da Saúde relacionando-os com o processo de trabalho da equipe de modo que se reflita em práticas promotoras de saúde envolvendo o empoderamento dos cidadãos, famílias e comunidades.

Oficina 8 - Promoção da Saúde


Oficina 9 - Vigilância em Saúde

Nesta oficina foram discutidos temas que tornaram os participantes capazes de compreender o conceito de Vigilância em Saúde e a sua inserção na prática da atenção primária, reconhecendo a responsabilidade sanitária como princípio maior da atuação da equipe de saúde buscando a identificação de situações de risco, tomada de decisões e programação das ações de prevenção e promoção da saúde da comunidade.

Oficina 9 - Vigilância em Saúde


Oficina 10 - Apoio e Avaliação

Na oficina 10 os participantes refletiram e avaliaram o processo das Oficinas de Qualificação da Atenção Primária à Saúde em Belo Horizonte como um espaço institucional para abordar coletivamente o trabalho e a gestão. O guia desta oficina traz o relato da condução da Oficina de Apoio e Avaliação do ano de 2011 em cada distrito sanitário e uma discussão do processo de apoio institucional desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde no município.

Oficina 10 - Apoio e Avaliação

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

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