O local onde hoje se encontra o Centro era um vilarejo que antes se chamava Arraial de Nossa Senhora do Curral Del Rey, desapropriado para dar lugar à nova capital do Estado de Minas Gerais, em 1883. A decisão foi tomada através da Lei nº 3, adicional à Constituição.

Em 1895, Aarão Reis, chefe da Comissão de Construção da Nova Capital, terminava a sua planta básica. Ele inovava ao fazer uma planta em que as avenidas se cruzavam na diagonal, ao invés do clássico xadrez das grandes cidades da época, como Washington e Paris. O projeto era ambicioso e faraônico, mas foi projetado com um olhar no futuro, em que avenidas e ruas eram mais largas que as convencionais. Naquele mesmo ano, eram leiloados os lotes para a construção de comércios. Aqueles que adquirissem os lotes teriam o prazo de 4 anos para construir. A idéia era tornar Belo Horizonte o centro comercial do Estado em pouco tempo.

Em 12 de dezembro de 1897 era inaugurada a nova capital do Estado de Minas Gerais, Belo Horizonte.

2. DESENVOLVIMENTO/INFRA – ESTRUTURA:

O Centro de uma cidade é sempre um marco de sua história, e também um termômetro de sua vida. A vida da cidade anda melhor se seu Centro está bem cuidado; ele é reflexo de como a cidade está sendo tratata. Não só pelos governantes, mas por todos. As pessoas se sentem melhor quando podem andar livremente pelo Centro, fazer negócios, passear e se divertir.

O Centro de Belo Horizonte, durante décadas, andou muito mal cuidado. As ruas e praças foram ocupadas por camelôs, e sofreram com a ação do tempo e o vandalismo, o comércio definhou – várias empresas comerciais mudaram para outras regiões ou para shoppings - a criminalidade aumentou e até o transporte público foi ameaçado pela concorrência desleal dos chamados perueiros. As pessoas se entresteciam ao passar pelo Centro.

As administrações da Prefeitura de Belo Horizonte, comandadas pelos prefeitos Célio de Castro e Fernando Pimentel, entre 1997 e os dias atuais, passaram a enfrentar essa situação.

Primeiro o problema dos perueiros, que foi estancado e resolvido. Naquele momento, o poder público municipal traçou uma linha clara de reação ao processo de deterioração social, perigoso para a vida coletiva. Na sequência um longo, tenso e difícil processo de negociação com os camelôs foi iniciado, resultando na retirada dos mesmos das ruas centrais, e a sua instalação em shoppings populares, garantindo-lhes o trabalho, sem inviabilização da vida urbana.

A vocação do Centro para atrair públicos variados que convivem em relativa harmonia é um dos aspectos que também chamaram a atenção do arquiteto e urbanista Rogério Palhares, da Práxis Projetos e Consultoria, empresa vencedora da licitação feita pela municipalidade para executar o plano de reabilitação da área. Partimos de dados de conclusões de pesquisas realizadas anteriormente, inclusive uma que nós mesmos fizemos em 2002, sobre o uso e ocupação dos imóveis da região, explica.

Naquele ano, a administração municipal já identificava alguns sintomas que indicavam a necessidade de mudanças no planejamento que, até então, vinha sendo feito e acabou promovendo o esvaziamento das atividades econômicas mais rentáveis do Centro. Elas passaram a dar lugar a outras mais populares. A grande quantidade de prédios vazios também passou a preocupar a administração municipal.

Foi então que a prefeitura lançou um programa de recuperação de prédios abandonados no Centro e sua transformação em prédios residenciais, a baixo custo e com financiamento do governo federal, que poderá, no médio prazo, atrair para a região novos moradores, revitalizando ainda mais o comércio e as empresas prestadoras de serviço ali instaladas.

Ao mesmo tempo, a prefeitura lançou também um audacioso programa de obras, intervenções urbanas e manutenção da área central, chamado Centro Vivo. O seu início foi com a Praça 7, que totalmente recuperada e revitalizada, voltou a ser um espaço de referência para a cidade.

Recuperação de ruas, passeios e canteiros, como na Rua dos Caetés; mudanças racionalizantes de pontos de ônibus; recuperação completa de toda a área hospitalar e construção de um segundo restaurante popular naquela região, revitalização da Praça da Estação, além das ações sociais dirigidas aos menores com trajetória de rua, são exemplos desse processo de intervenção na área central, que sempre contou com a adesão dos comerciantes e de suas entidades representativas.

Segundo Maria Caldas, consultora técnica especializada da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, a idéia hoje é recuperar o interesse pela região central. Para isso, implantamos em 2004 o Programa Centro Vivo, com uma série de ações e obras distribuídas em três eixos principais: a recuperação urbanística, a inclusão econômica e social e aumento da segurança, afirma.

Ao lado disso, foi implementado conjuntamente pela prefeitura, Polícia Militar de Minas Gerais e Clube dos Dirigentes Lojistas, o monitoramento da região central por câmeras de vídeo – denominado Olho Vivo – que, ao lado da transferência dos camelôs e da consequente liberação das calçadas, propiciaram uma ação mais efetiva do policiamento, com redução significativa da criminalidade.

Entre as intervenções e melhorias que estão sendo planejadas para o Centro, a restauração do antigo Cine Brasil, na Praça Sete, tem especial significado. A ação é inspirada na valorização da história de Belo Horizonte e na reafirmação do Centro como lugar que, tradicionalmente, reúne pessoas de todas as classes sociais, respeitando a diversidade cultural.

Inagurado em 14 de julho de 1932, o Cine Teatro Brasil, projetado pelo arquiteto Alberto Murgel, marcou a chegada do estilo art deco a Belo Horizonte e lembra tempos de muito charme, em que o cinema era a principal diversão dos moradores da capital. Aprovado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico – IEPHA-MG, o projeto de restauração é do arquiteto Alípio Castelo Branco. Vamos recuperar as características originais, com espaço para diversas atrações, como cinema, teatro, oficinas e cursos voltados para todo tipo de público, anuncia.

O presidente da Associação dos Comerciantes do Hipercentro de Belo Horizonte, Pedro Bacha, reconhece o esforço da administração municipal, ao retirar os camelôs das ruas, garantindo-lhes condição de trabalho digna em outros locais: Ao mesmo tempo, ela está promovendo reformas, que deixam a cidade mais bonita, comemora o empresário. Para a maioria dos comerciantes e moradores do Centro, a retirada dos ambulantes, resultou em mais segurança, pois a aglomeração de barracas nos passeios dificultava a livre circulação e a ação da polícia.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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