Situado no bairro Cidade Jardim, o conjunto arquitetônico do MHAB compreende o casarão secular e o moderno edifício-sede, especialmente planejado para sediar o Museu.

Casarão

Rua Bernardo Mascarenhas, s/nº - Cidade Jardim
Conhecida como Casarão, a sede da antiga Fazenda do Leitão foi construída por Cândido Lúcio da Silveira, em 1883, seguindo modelo típico das edificações rurais mineiras e brasileiras do período colonial. Localizada nos arredores do antigo Arraial do Curral del Rei, foi desapropriada pela Comissão Construtora da Nova Capital em 1894, no início do processo de construção de Belo Horizonte.

Para servir como sede de um museu, a casa foi restaurada e adaptada em 1943. Tombada em 1951, pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), atual IPHAN, passou por outras restaurações ao longo dos anos de 1964, 1972, 1984, 1997 e 2001/2002.

Após a inauguração do edifício-sede, o casarão passou a ser utilizado como espaço expositivo e de ações educativas.


Edifício-sede

Av. Prudente de Morais, 202 – Cidade Jardim
Projetado pelos arquitetos Álvaro Hardy e Marisa Machado Coelho e inaugurado em dezembro de 1998, o edifício-sede, implantado em terreno em declive, possui forma curva, contrapondo-se às linhas retas de suas fachadas laterais. Sua construção, viabilizada com recursos captados pela Associação dos Amigos do MHAB (AAMHAB), representa um marco arquitetônico na cidade, por ser o primeiro local originalmente concebido para abrigar um museu em Belo Horizonte.

Este edifício abriga a administração do Museu e dispõe de salas expositivas, ateliê de conservação e restauração, auditório, biblioteca, loja e restaurante, além de espaços climatizados para a guarda do acervo.

Casa Kubitschek

Av. Otacílio Negrão de Lima, 4.188 - Pampulha
A Casa Kubitschek, situada na orla da Lagoa da Pampulha, também integra o acervo do Museu. Com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer e paisagístico de Roberto Burle Marx, a edificação foi construída em 1943, para ser a casa de campo do então prefeito Juscelino Kubitschek. A casa abriga painéis de Alfredo Volpi e Paulo Werneck e é uma das referências da arquitetura modernista na cidade. Expressa, em sua arquitetura residencial, os modos de morar e o ambiente cultural das décadas de 1940 e 1950.

Foi objeto de proteção municipal em 2003 e de tombamento federal em 1994, tendo sido desapropriada pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2005. Em 2008, a PBH, por meio de decreto, delegou o gerenciamento da Casa como atribuição do MHAB.

Atualmente, a casa é tratada como objeto de acervo e será espaço expositivo para mostras sobre a história da cidade e da Pampulha em particular.


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