Função e finalidade
O Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) é uma unidade da Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte. Fundado em 1943, sua função é promover o recolhimento, a preservação, a pesquisa e a divulgação do acervo histórico de Belo Horizonte e sua finalidade é tornar público o acesso aos bens culturais preservados. Fomenta, assim, a participação dos cidadãos na construção da memória e do conhecimento sobre a cidade, contribuindo para a formação de uma consciência crítica sobre a relação passado-presente e para o exercício da cidadania.

Histórico
As origens do MHAB datam de 1935, quando o jornalista e escritor Abílio Barreto foi convidado a organizar o Arquivo Geral da Prefeitura. Ele passou a recolher documentos e objetos que deveriam integrar o futuro museu da história da cidade e, a partir de 1941, reuniu acervos de forma mais sistemática e em diferentes suportes, selecionados segundo duas grandes seções: peças originárias do antigo Arraial do Curral del Rei e peças relativas à nova capital.

Paralelamente, promoveu-se a restauração do prédio escolhido para sediar o Museu: a casa da antiga Fazenda do Leitão, remanescente arquitetônico dos arredores do Arraial do Curral del Rei. Em 18 de fevereiro de 1943, a instituição foi finalmente inaugurada, com a denominação de Museu Histórico de Belo Horizonte. Em 1968, recebeu a denominação atual, em homenagem a seu idealizador e primeiro diretor.

Abílio Barreto
Idealizador e diretor do Museu Histórico Abílio Barreto entre 1943 e 1946, o jornalista, historiador e escritor Abílio Velho Barreto nasceu na cidade mineira de Diamantina, em 22 de outubro de 1883. Aos 12 anos, mudou-se para Belo Horizonte, então um canteiro de obras administradas pela Comissão Construtora da Nova Capital. Em 1898, foi admitido na Imprensa Oficial, onde fez carreira como tipógrafo, revisor e redator interino do “Minas Gerais”. Em 1924, foi promovido a primeiro oficial do Arquivo Público Mineiro, cargo no qual se aposentou, em 1934. No ano seguinte, passou a dirigir o Arquivo Municipal e, ainda nessa função, em 1941, foi convidado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek para organizar o Museu Histórico de Belo Horizonte. Abílio Barreto morreu em 17 de julho de 1959.

 
 
 
 
   
 
 
 
   
 


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