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Tombado pelo IEPHA em 1988 e pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural da Cidade de Belo Horizonte em 1996, o edifício Chagas Dória foi construído nos anos 30, inspirado no estilo Art-Decó, período em que o gênero estava sendo introduzido na nova capital. Suas fachadas refletem a composição geométrica do Art-Decó com grandes frisos verticais se contrapondo à horizontalidade das varandas, com marquises e grandes panos de esquadrias de ferro e vidro. O revestimento de todas as fachadas é em pó-de-pedra, característico do estilo. Os materiais de acabamento são típicos da época: pisos em parquet, com tacos claros e escuros nas salas, seguindo diferentes paginações em cada uma; pastilhas cerâmicas nas varandas e circulações; e mármore no hall de entrada e escadas.
O edifício tem localização privilegiada, situado dentro do conjunto da Praça da Estação e sendo ponto culminante da extremidade leste do viaduto Santa Tereza, grande marco urbano da região central de Belo horizonte. Na época em que foi construído, destacava-se na paisagem, pois era o único edifício alto da região. Construído para abrigar o Instituto de Auxílios Mútuos dos Empregados da Estrada de Ferro Oeste de Minas, o prédio foi doado à rede ferroviária Federal (RFFSA). em 1952. Posteriormente, o imóvel foi alugado para servir de sede ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Belo Horizonte. Em 1981, o edifício sofreu reformas para sua adaptação aos Serviços de Assistência Médico-Odontológica dos funcionários da R.F.F.S.A. Em meados da década de 90, a edificação foi desocupada, permanecendo vazia até a ocupação pela Fundação Municipal de Cultura, em 2001. O nome do edifício é em homenagem ao Sr. Chagas Dória, fundador da Caixa de Socorros dos Empregados da Estrada de Ferro Oeste de Minas, cujo busto em metal, datado de janeiro de 1909, foi implantado no centro do saguão dos elevadores. |