O prédio, parte integrante do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, foi projetado, em 1940, por Oscar Niemeyer, com jardins criados pelo paisagista Roberto Burle Marx, a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek. Completam o Conjunto Arquitetônico da Pampulha a Casa do Baile, a Igreja São Francisco e o Iate Clube.

No dia 15 de maio de 1943, inaugura-se o Cassino da Pampulha, considerado uma obra-prima da arquitetura moderna nacional. Com a proibição do jogo no Brasil, o Cassino encerrou suas atividades em abril de 1946. Durante uma década, é utilizado como casa de danças, audições artísticas e como espaço para recepções. Em dezembro de 1957, o prédio passa a abrigar o Museu de Arte. Em 1996, o Museu de Arte da Pampulha passa por restauração e grande reestruturação técnica. Em 2008, os jardins são revitalizados de acordo com o projeto original de Burle Marx.

Em seu acervo, composto por aproximadamente mil obras, figuram as mais diversas escolas e tendências da arte moderna e contemporânea. É um acervo que abriga nomes como Guignard, José Pedrosa, Di Cavalcatni, Ivan Serpa, Ceschiatti, Franz Weissmann, Portinari, Renina Katz, Faiga Ostrower, Mary Vieira, Iberê Camargo, Edith Berhring, Goeldi, Tomie Ohtake, Amilcar de Castro, Burle Marx, Volpi, João Câmara, GTO, Antonio Poteiro, Lotus Lobo, Raymundo Collares, Siron Franco, Liliane Dardot, Marcos Coelho Benjamin, Regina Silveira, Mário Zavagli, Arlindo Daibert, Isaura Pena, Mário Azevedo, Renato Madureira, Niura Bellavinha, Eder Santos, José Bento, Jac Leirner, Rosângela Rennó, Ana Maria Tavares, Cao Guimarães, Rivane Neuenschwander, Marilá Dardot, Cristiano Rennó, Valeska Soares, Ernesto Neto, Paulo Nazareth, entre outros.

Em 2001, o MAP adota um novo modelo de curadoria, estabelecendo uma política de programação que privilegia a produção contemporânea, com ênfase nos trabalhos que de alguma forma dialogam com o espaço museológico e paisagístico da Pampulha, em esculturas, instalações, performances e vídeos. Nesse programa, realizaram-se cerca de cinqüenta mostras de artistas brasileiros e estrangeiros. Também foram implantadas diretrizes para a aquisição de obras de artistas mineiros, modernos e contemporâneos.

Tantas obras e atividades reunidas e realizadas em um prédio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico) fazem do MAP um valioso centro cultural de arte moderna e contemporânea brasileira, que recebe anualmente cerca de 90 mil visitantes.

Para melhor atender ao público e às normas internacionais de museologia, a Prefeitura solicitou ao Escritório de Arquitetura Oscar Niemeyer o projeto de um novo prédio, a ser construído no terreno em frente ao Museu de Arte da Pampulha. O prédio possuirá duas galerias climatizadas – para ampliar o espaço e potencialidades expositivas do Museu, podendo abrigar mais de uma exposição simultaneamente. Serão construídas, ainda, novas reservas técnicas, maiores e mais adequadas ao acervo pertencente ao MAP. O Escritório Niemeyer já entregou o projeto arquitetônico, de instalações e os projetos executivos à Prefeitura, que atualmente está analisando o material para que possam ser tomadas providências para licitação da obra.


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