Como museu da cidade, o MHAB tem por função recolher e preservar itens que contribuam para a compreensão da dinâmica sócio-histórica de Belo Horizonte, reunindo um acervo múltiplo e revelador dos vários sentidos e trajetórias da capital e de seus cidadãos. São documentos textuais, iconográficos, bidimensionais e tridimensionais referentes às origens, formação e desenvolvimento da cidade, organizados em quatro grandes categorias: Objetos, Textual e Iconográfico, Fotográfico e Bibliográfico.

Acervo de Objetos
Além do próprio casarão oitocentista, esse acervo compõe-se de numerosa pinacoteca, esculturas, objetos decorativos, fragmentos construtivos originários de prédios públicos e privados demolidos, mobiliário, vestuário, utensílios domésticos e de uso pessoal, objetos de iluminação e de transporte, equipamentos e instrumentos de trabalho. Enfim, um rico conjunto que permite investigar e interpretar a história da cidade. Formado por aproximadamente 1.500 objetos.

Acervo Textual
Informações sobre suporte-papel: textos manuscritos e impressos, mapas, plantas e projetos arquitetônicos. Destacam-se a Coleção Comissão Construtora da Nova Capital, o Arquivo Privado de Abílio Barreto e o Arquivo Administrativo da instituição. Reúne cerca de 28.000 documentos.

Acervo Fotográfico
Negativos em acetato e vidro, cópias em papel e material digital suportam imagens fotográficas, datáveis de 1894 até anos recentes. Este acervo registra o desenvolvimento urbano e testemunha eventos, costumes e tradições de Belo Horizonte. Engloba em torno de 20.100 itens.

Acervo Bibliográfico
Composto de livros, periódicos, catálogos, fitas de vídeo, dissertações e recortes de jornais, tendo a história de Belo Horizonte como principal temática e outros temas ligados à história de Minas Gerais e do Brasil, além de obras relacionadas às áreas de conhecimento em Museologia, Arquivologia e Fotografia. Reúne aproximadamente 6.500 exemplares.


Política de Acervos

Para manter esse conjunto em constante expansão e desenvolvimento, o MHAB dispõe de uma Comissão Permanente de Política de Acervos, formada por duas ações contínuas e sistemáticas: a aquisição e o processamento técnico de acervos. A aquisição de acervos visa incorporar novos artefatos às suas coleções.
Além dos trabalhos de pesquisa que identificam e resultam em incorporação dos chamados acervos tradicionais, o MHAB busca também preservar os chamados acervos operacionais. Isso significa uma abordagem da própria cidade como objeto de pesquisa e musealização. Trata-se de uma decisão institucional inovadora, na medida em que propõe o rompimento de seus limites físicos e uma nova forma de se relacionar com a cidade. A Praça Sete é o primeiro logradouro a ser tratado pelo Museu como acervo operacional. Nessa perspectiva, tem sido, desde 2003, objeto de estudo, num trabalho contínuo de investigação e comunicação com o público.



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