A Bacia da Pampulha é composta de 8 afluentes. São os córregos: Mergulhão, Tijuco, Ressaca, Sarandi, Água Funda, Braúna, Olhos D’água e AABB. Os córregos Sarandi, Ressaca e Água Funda são os de maior importância, responsáveis pelo aporte de 75% do abastecimento da Lagoa.

A área total da bacia da Pampulha é de 97 km2 e em Belo Horizonte esta área é de 42 km2.

Situação Ambiental da Bacia da Pampulha

Na época de sua inauguração em 1938, a represa da Pampulha possuía capacidade de acumulação de 18 milhões de m3 de água. Com o rompimento ocorrido na década de 50, a lagoa sofreu uma redução de sua capacidade de acumulação para 13 milhões de m3. A Bacia Hidrográfica da Lagoa da Pampulha estende-se pelos municípios de Belo Horizonte e Contagem, totalizando uma área de 9.450 ha. A represa da Pampulha é o mais antigo e tradicional dos lagos da região metropolitana de Belo Horizonte, localizada no ribeirão Pampulha, na bacia do Rio das Velhas / São Francisco. Além de sua beleza paisagística, ela é valorizada pelo famoso conjunto de edificações que representam importantes marcos na arquitetura brasileira.

Nas últimas décadas, o fenômeno de assoreamento da lagoa e da eutrofização de suas águas acelerou-se chegando, em 1998, ao lamentável quadro de perda de 50% do seu volume de preservação e de 40% da área do espelho d’água. Além da deteriorização da qualidade de suas águas, que apresentam elevados teores de matéria orgânica e baixas concentrações de oxigênio dissolvido.

Ao longo desses anos, a ocupação desordenada e os escassos investimentos em saneamento básico trouxeram sérias conseqüências sócio-ambientais para a Bacia da Pampulha.

A população residente na bacia da Pampulha encontra-se estratificada em diversos níveis sócio-econômicos, variando desde o padrão muito baixo até muito alto. Entretanto, a grande maioria da população, cerca de 70%, encontra-se nas faixas de renda baixa e muito baixa. A situação social da população da bacia agravou-se pela precariedade do saneamento básico. Cerca de 30% da área não possui rede de coleta de esgoto e aproximadamente 20% não é atendida com coleta regular de lixo. Os índices de qualidade de vida urbana - IQVU na Pampulha, encontra-se, em 90% da área, abaixo do padrão médio do município. ( Dados referentes ao censo de 1998).

Dada a complexidade da atual situação ambiental da Bacia da Pampulha, a Prefeitura de Belo Horizonte tem realizado diversas ações mitigadoras: dragagem parcial; retirada de aguapés; educação ambiental; controle de vetores; monitoramento da qualidade das águas; pavimentação da ciclovia; criação de 11 rotatórias para melhorar o trânsito local, dentre outras. Programas e ações como o PROSAM, já concluído e o PROPAM, em implantação com o apoio do Consórcio de Recuperação da Bacia da Pampulha, mostram que o poder público, seja na esfera estadual ou municipal, tem envidado esforços para minimizar os problemas da Bacia.

Limpeza da Lagoa

Em 1998 foram realizadas cinco operações de limpeza na Lagoa da Pampulha, aproveitando o rebaixamento do nível das águas para obras de recuperação no sistema de vazão e no corpo da barragem. Entre as mais de 200 toneladas de lixo retiradas do local, foram encontrados objetos como pneus velhos, garrafas, animais mortos (vacas, cavalos e cachorros), sofás, colchões e armários, carcaça de veículos e ainda dois revólveres. Oitenta homens da equipe multitarefa da SLU e de várias regionais participaram do trabalho de limpeza.

Atualmente, o processo de limpeza continua sendo realizado pela Gutierrez, em parceria com a Regional Pampulha. Em 2004, cerca de 2000 ton de lixo foram retiradas.

Programa de Monitoramento

Este programa se refere ao monitoramento da qualidade da água da lagoa, de seus afluentes e do Ribeirão do Onça. Este monitoramento contempla a análise de parâmetros físico-químicos e biológicos num total de 20 pontos de coleta, com freqüência mensal. É feito também o monitoramento da Fauna e Flora da lagoa da Pampulha que abrange a mastofauna, com destaque para as capivaras e avifauna, com cerca de 73 espécies, com destaque para as Garças e Biguás.

A ictiofauna (espécie de peixe) também foi objeto de levantamentos realizados no período de 1987 a 1992 e em 2002. No primeiro levantamento existiam na lagoa 19 espécies sendo que destas 12 não foram encontradas no último levantamento, que registrou o aparecimento de 3 novas espécies. Desta forma, existem hoje na lagoa somente 10 espécies de peixes, sendo predominante a presença da Tilápia Rendalii.

Processo de Ocupação/Assoreamento da Represa

A Lagoa da Pampulha perdeu, nas últimas três décadas, a metade de sua capacidade de retenção de água, hoje estimada em 9 milhões de m3, contra 18 milhões no final dos anos 50. Projetada em área rural a partir de 1936 para servir como reservatório de abastecimento para Belo Horizonte, a represa tem ainda a função hidrológica de amortecer ondas de cheia ou reduzir a vazão de pico dos cerca de 40 cursos d’água que compõem a sua bacia hidrográfica, evitando inundações à jusante.

Entretanto, o quadro atual de assoreamento reduz a sua eficácia e foi provocado por um processo de ocupação da sua Bacia Hidrográfica, desde o início dos anos 50, especialmente a implantação do Centro Industrial de Contagem (CINCO), da Ceasa, do Aterro Sanitário, das áreas de bota-fora e dos loteamentos residenciais, que geraram uma grande movimentação de terra carreada para a represa. Esse processo gerou ainda a sua poluição por esgoto.

Educação Ambiental Para os Pescadores na Pampulha

A Secretaria de Administração Regional Municipal Pampulha vem atuando no sentido de conscientizar os pescadores sobre o risco de se ingerir os peixes da lagoa, bem como alertar para os problemas causados pela erosão dos barrancos, como a retirada das iscas, e pelo lixo jogado no local.

Os animais que vivem na lagoa estão contaminados com metais pesados, como alumínio e chumbo, que se acumulam no organismo. Ao contrário do que muitos pescadores pensam, a fritura ou cozimento dos peixes não acaba com o risco de contaminação.

As ações educativas tiveram início em 2004. Desde então, foram feitas diversas abordagens que constataram que a maioria dos pescadores é formada por homens, de baixa escolaridade, que ganham entre um e três salários mínimos.
A pesca, segundo técnicos do IBAMA e do IEF, não pode ser proibida porque não é predatória, já que as espécies presentes na lagoa são exóticas, ou seja, não são pertencentes a este habitat.

Espécies da fauna encontradas na lagoa

- Roedores: Capivara ; Rato-do-Mato; Furão; Tpeti, etc.
- Peixes: Tilápia; Pirambeba; Trairão; Traíra; Sarapó; Tamboatá; Cascudo; Cará, etc.
- Aves: Biguá; Garça-Grande; Garça-Pequena; Mergulhão; Quero-Quero; Paturi-Preta; Maçarico de Pena Amarela; Socozinho,etc.
- Répteis: Lagarto; Jacaré; Cobra; Tartaruga; Cagado; etc.

Espécies da flora encontradas na lagoa

- Espécies incidentes em locais alagados: Taboa; Capim Braquiária do Brejo; Lírio-do-Brejo; Chapéu-de-Couro, etc.
- Espécies incidentes em locais mais drenados: Capim Colonião (Gramínea); Capim Napiê (Gramínea); Assa-Peixe-Roxo (Arbusto); Mamona (Arbusto); Cariru-de-Espinho (Arbusto); Leucena (Árvore); Mulungú-do-Brejo (Árvore), etc.
- Espécies plantadas: Sete-Cascas; Flamboyants; Farinhas-Secas; Jambos; Goiabas; Macaúbas; Sapucaias; Paineiras; Aguapés; Pitangueiras; Sibipiruna; Jamelão Gabiroba, etc.
- Espécie incidente em áreas de capoeira: Salgueiro, etc.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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